30 de nov de 2009

Saindo de Quito

Saindo agora para o parque do Cotopaxi. Provavelmente so volto a postar na quinta.

29 de nov de 2009

Pichincha - 4.700 m





Hoje subimos o Rucu Pichincha. Pegamos um taxi (U$ 3) que nos deixou na base do teleferico de Quito. Pagamos mais U$ 8 para subir ate 4.100 m. La em cima, ha lanchonetes e um mirante.
Tomamos um cha de coca e logo saimos do complexo para começar nossa caminhada. A trilha e bem marcada e encontramos dezenas de pessoas caminhando. Nem todas iam ate o cume.
Se nao fosse pela altitude, seria uma caminhada tranquila. Menos o final que e cheio de pedras e bem inclinado. O sol apareceu as vezes, mas o ceu ficou encoberto a maior parte do tempo e nao conseguimos ver o Cotopaxi.
Usei so uma meia de algodao, minha bota, uma calça/bermuda de poliamida, uma camiseta dri-fit e uma camisa de Polartec fininha por cima. Na parte das pedras, minha mao deu uma congelada e nao consegui recolher os bastoes de caminhada que foram bem uteis no inicio. Logo que cheguei no cume, coloquei uma luva e resolvi o problema.
O cume e uma grande pedra cercada de nevoa por quase todos os lados. Estavam conosco tres eslovenos, tres alemaes e mais umas dez pessoas. Curtimos a vista, descansamos, comemos barrinhas de cereais e frutas secas e voltamos para o teleferico.
De modo geral, acho que nossa adaptaçao a altitude esta boa. O Maninho chegou primeiro no cume, mas reclamou mais da dor de cabeça depois que descemos. Eu dosei bem na subida e me senti bem inteiro na volta. A dor de cabeça foi bem leve.
As imagens mostram o resumo da trilha marcado pelo GPS. Cerca de 5,5 km de trilha subindo 935 m ate chegar nos 4.700 do cume!

28 de nov de 2009

Pechinchando


Hoje tiramos o dia para escolher nosso guia, pesquisar preços de aluguel de equipamentos e comprar mantimentos para a semana que vem.
Os preços nas agencias para o pacote de dois dias para o Cotopaxi varia entre U$ 180 e U$ 240 por pessoa. Na associaçao de guias, descobrimos que os aspirantes a guia cobram U$ 110 pelo serviço e os guias experientes cobram U$ 140. O site da Aseguim (www.aseguim.com) tem uma relaçao dos guias credenciados com telefones e e-mail para contato.
Nos optamos por fechar com o guia que eu ja havia contactado ai no Brasil por indicaçao do pessoal do Tambopaxi. O Gustavo cobrara U$ 150 para nos dois e levara quase todo o equipamento especifico: crampons, piolets e arnets. Nos so precisamos alugar as botas duplas que ficam em U$ 5 por dia; U$ 20 no total porque vamos pega-las na 2f e devolve-las na 5f.
Depois de tudo resolvido, fomos ao Panecillo, um mirante a 3.000 m. So sentimos a altitude quando subimos correndo tres lances de escada.
Amanha, vamos subir o TeleferiQo ate 4.100m e depois fazer um trekking ate o cume do Rucu Pichincha (4.700 m). A foto ai do lado, tirada hoje de manha da janela do hotel, mostra parte da cidade e o Rucu ao fundo.

27 de nov de 2009

Pisando em Quito

Depois de mais de 16h, quatro aeroportos e tres voos chegamos a Quito. Aterrisamos pontualmente as 22h22 daqui, mas perdemos mais de uma hora na fila da imigraçao. Pegamos um taxi na porta do aeroporto e pagamos so U$ 6 para chegar ao hotel. A temperatura esta agradavel e ainda nao sentimos a altitude. Nao vi nenhum termometro, acho que esta uns 15º. Eu dormi bastante nos voos e agora, 4h40 pela hora de Brasilia, estou vendo um programa na TV que fala há mais de 10 minutos sobre a goleada da LDU sobre o FluminenC. O hotel esta igualzinho ao que era em 2005. A diaria e U$ 50 com wifi gratis e decente nos quartos. No Brasil, um hotel nesse padrao seria mais caro e cobraria o wifi.

26 de nov de 2009

Panama

Chegamos ao Panama. O free-shop do aeroporto tem muita loja mas nao comprei nada. E mais barato que o Brasil mas mais caro que os EUA. Um Wii esta U$ 275, uma maquina digital da Panasonic que custa U$ 270 na Amazon aqui sai por U$ 430. Agora sao 19 h aqui, 22h em Brasilia. E o mesmo fuso de Quito. Nosso voo sai as 20h20. Estou usando o wifi gratuito do aeroporto.

Voo Copa CM 700

Ultima postagem no Brasil. O voo esta vazio.

Embarcando

Tudo conforme progamado ate agora. Voo da Tam saiu de bsb pontualmente as 9h15. Almoçamos aqui em Guarulhos e agora estamos quase embarcando para o Panama.

Julio Areal
HTC Diamond

23 de nov de 2009

Tentativas




   Esta será a minha quarta tentativa de chegar ao cume de uma montanha. Tudo começou em 1998 quando me juntei a cinco outros idiotas na tentativa de subir o Aconcágua (6.962m). Foi a primeira e, disparado, a mais sofrida e a mais difícil. Eu não passei de cinco mil metros e tive que voltar depois de quatro noites mal dormidas e de sentir a pior dor de cabeça da minha vida. Vejam aí nessa foto como meu rosto inchou um pouquinho! A foto ao lado é do acampamento em Plaza de Mulas a 4.200 m. No final, ninguém conseguiu chegar ao cume; quer dizer, o Luciano conseguiu quando voltou lá  no ano passado.


    Em 2001, tentei subir o Huayna Potosí (6.094m) com Miguel e Gegê. A adaptação à altitude foi a melhor possível. Passamos antes por La Paz, Cusco e fizemos o caminho Inca. Voltamos para La Paz,  fomos ao Chacaltaya (5.421m), e depois contratamos dois guias para nos levar ao cume. Não tive nenhum problema com a aclimatação e dormi bem no último acampamento a cerca de cinco mil metros. Quando chegamos a um platô, depois do Miguel já ter desistido e voltado para o campo base, eu me deparei com uma das paisagens mais bonitas que eu já vi em minha vida. Bateu um cansaço (misturado com um cagaço)  e eu preferi desistir e aproveitar a solidão naquela imensidão gelada. Passei algumas horas esperando o Gegê voltar do ataque final enquanto dezenas de pessoas (foto ao lado) passavam indo e voltando.


     Finalmente, em 2005, consegui chegar a um cume. Eu e Maninho escolhemos o cume mais fácil da Cordilheira Branca no Peru, o Pisco (5.752 m). Mesmo assim foi difícil. Chegamos ao cume, mas senti o esforço na descida. Meu rosto inchou um pouco de novo como mostra esta foto tirada no acampamento depois da volta.
      Lembrei agora de incluir o passeio ao Pico da Bandeira (2.890m). Muito fácil, mas não deixa de ser um cume.

20 de nov de 2009

Pausa nos preparativos


   Algumas pessoas passaram lá em casa ontem para comemorar o dia da bandeira e tive que dar uma pausa nos preparativos para a viagem.
    Ontem também foi comemorado o quadragésimo aniversário do milésimo gol do Pelé . Poucos sabem, mas a famosa dedicatória que o Rei fez para as criancinhas do Brasil foi uma homenagem ao meu primeiro aniversário que era comemorado naquele exato momento.
    Para não deixar de falar na viagem, sugiro o link do Google Swirl que ainda está em fase de testes no Google Labs.  É um buscador de imagens por semelhanças. É claro que minha primeira pesquisa foi pelo Cotopaxi . O Swirl agrupa as imagens da cratera, fotos com pessoas, fotos panorâmicas, mapas da região...

18 de nov de 2009

Refúgio José Ribas (4.800m)


Foto de Erik de Leon

    Este é o Refugio José Ribas, localizado a 4.800 m de altura, ponto de partida para a maioria das pessoas que tenta subir o Cotopaxi. O refúgio tem capacidade para cerca de 60 pessoas e possui banheiros, eletricidade, cozinha e água. Pelas informações que obtive, uma noite custa U$ 17 para estrangeiros e U$ 8 para os equatorianos.  O alojamento é um monte de beliches amontoados um ao lado do outro em um galpão. Para aguentar o frio abaixo de 0º é essencial levarmos sacos de dormir para temperaturas negativas.

    Chegar ao refúgio não é complicado. Da entrada do parque é possível alugar uma pickup para nos levar até o estacionamento (4.600m). De lá até o refúgio são cerca de 50 minutos de caminhada.
    É justamente por causa desse acesso relativamente fácil que o abrigo costuma ficar cheio de turistas na alta temporada que começa agora em dezembro. Muita gente que nem pensa em subir o vulcão dorme no abrigo para curtir a vista e caminhar até os glaciares próximos. Para evitar a muvuca e ter uma noite de sono mais tranquila, nós pensamos em passar o dia no José Rivas e voltar para dormir no Tambopaxi mais abaixo. A desvantagem seria ter que acordar mais cedo para pegar a pickup e fazer a caminhada até o refúgio.
   
    

15 de nov de 2009

O fantasma da altitude

   O que mais me preocupa na viagem é o pouco tempo que vamos ter para nos adaptar a altitude. Minha primeira experiência com o fantasma da altitude não foi muito positiva. Em 1994, quando chegamos de ônibus em La Paz (3.660 m), eu passei muito mal. Alguns anos depois, no Aconcágua, dos seis, eu fui o que mais sofri. Não passei de 5 mil metros e fui obrigado a voltar para Mendoza.
   E nosso organismo não tem uma memória da altitude. O fato de eu já ter ido outras vezes a lugares altos não me dá nenhuma vantagem sobre uma pessoa que esteja indo pela primeira vez. 
   Nosso planejamento segue algumas regras básicas para uma boa adaptação: subir devagar e dormir sempre em um lugar mais baixo do que o mais alto atingido no dia. Alimentação e hidratação também não podem ser negligenciadas.
   O roteiro que devemos seguir é o seguinte:
  • 26/11 - Viagem. Saímos de Brasília às 9h15 e chegamos em Quito (2.800m) às 22h depois de escalas em São Paulo e na Cidade do Panamá.
  • 27/11 - Quito. Dia para pesquisar os preços dos guias, eventual aluguel de equipamento, comprar mantimentos e pegar as últimas informações para a semana seguinte.
  • 28/11 - Quito. Algum passeio perto para algum lugar só um pouquinho mais alto.
  • 29/11 - Quito. A primeira subida é tranquila. Vamos de teleférico (Teleferiqo) até 4.100m. Lá no alto tem restaurantes, um parque e outras atrações. Vamos tentar sair do complexo e subir até o cume do Rucu Pichincha (4.680m), uma caminhada de aproximadamente três horas. Ficamos o maior tempo possível lá no alto e voltamos no último bondinho para dormir mais uma noite em Quito.
  • 30/11 - Vamos cedinho para o Parque do Cotopaxi. Lá fazemos alguns trekkings leves e dormimos em um dos hotéis/refúgios das proximidades, provavelmente o Hotel Cuello de Luna (3.125m).
  • 1/12 - Vamos até o refúgio José Rivas (4.800m) na base do Cotopaxi. Tentaremos dormir no Tambopaxi Lodge (3.700 m)
  • 2/12 - Trekking leve no parque e muito descanso para dormir cedo no refúgio e começar o ataque ao cume de madrugada.
  • 3/12 - Sofrimento! Vamos começar o ataque ao cume à meia-noite. A previsão são sete horas de percurso até a cratera. Depois mais umas três  horas para o retorno até o refúgio. No mesmo dia, retornamos para Quito.
  • 4/12 - Dia de descanso em Quito.
  • 5/12 e 6/12 - Saímos de Quito no sábado, às 16h, e chegamos em Brasília às 8h25 de domingo, depois de escalas no Panamá e Belo Horizonte.

14 de nov de 2009

Arrumando a casa

   Hoje foi dia de tentar dar uma arrumada no blog. Inseri a foto do Cotopaxi aí em cima. Procurei fotos no Flickr  que tivessem licença Creative Commons. Escolhi a foto de uma agência de viagens do Equador que permite que outros a copiem, desde que não haja interesse comercial e o crédito seja dado da maneira que eles estabeleceram. Por isso, acrescentei o código lá embaixo que é um link para a galeria deles no Flickr.
   Adicionei também um contador do Google Analytics. Como eu já tenho conta no Google, foi só logar, inserir o blog no meu perfil do Analytics, copiar o código fornecido para o Blog e pronto.
   Por último, inseri uma relação de links aí do lado direito.

13 de nov de 2009

Por que pescoço?

   Um pescoço de quase 6 km de altura! 5.897 m acima do nível do mar, o Cotopaxi é a segunda montanha mais alta do Equador – só perde para o Chimborazo e seus 6.257 m. Pescoço da lua (cuello de luna em espanhol) é o significado de Cotopaxi em Quechua segundo o site de uma das diversas empresas que organizam escaladas no Equador. Já a Wikipedia em espanhol traz outras explicações: Cotopaxi significaria rei da morte em um dialeto caribe, altar da lua em Cayapa e massa de fogo em Quechua. Imagino que minha família ficaria preocupada se eu tentasse subir o rei da morte ou a massa de fogo, então optei por pescoço da lua para o nome do Blog.
   A escalada é considerada fácil e não exige maiores técnicas. Com um bom preparo físico e uma boa adaptação à altitude, temos grandes chances de chegar ao cume. O Cotopaxi é considerado um vulcão ativo, mas a última grande explosão ocorreu em 1877. No século passado, a última pequena erupção foi em 1975. Nos últimos anos, só fumaça.
   Apesar de eu ser um dos mais antigos internautas brasileiros (fui selecionado entre os primeiros usuários da Internet pública na época da Embratel), esse é meu primeiro blog. Vou tentar mantê-lo atualizado com os preparativos da viagem e escrever sobre minhas expectativas e receios antes de tentar subir mais um morrinho. Pelo menos, vai servir para ajudar meu planejamento e organização para a viagem.